PAÇO MUNICIPAL - PALÁCIO DO BISPO

O palácio Episcopal ficava no bairro do Outeiro, que hoje é o Centro da Cidade. Foi comprado em 1860 pelo Episcopado por escritura pública perante a Tesouraria da Fazenda no dia 21 de abril, ao comendador Joaquim Mendes da Cruz Guimarães e sua mulher dona Joaquina Mendes Ribeiro e o coronel José Mendes da Cruz Guimarães pela quantia de 60:000$000, ou seja, 60 contos de réis, conforme autorização do Ministério do Império em Aviso de 12 de março do ano citado.
A entrega do prédio realizou-se no dia 21 de junho do mesmo ano. A lei nº 25, de 28 de outubro de 1892 declarou o imóvel pertencente ao Episcopado, logo que fosse declarado prédio estadual, o usufruto do palácio em que residia o Bispo e, por telegrama do Ministério da Fazenda, de 26 de dezembro do mesmo ano, foi autorizado o Inspetor de Tesouraria da Fazenda a entregar provisoriamente o referido prédio ao Estado. Atualmente a rua é São José, mas antes era rua das Almas.

O Bispado foi criado pela lei Estadual nº 693, de 10 de agosto de 1853, confirmado pela bula pro animarum salute, de 6 de junho de 1854, sendo elevado a Arcebispado Metropolitano pela buIa Cathollicœ Religionis Bonum, de 10 de novembro de 1915.

A foto antiga do prédio foi batida na segunda década deste século e mostra como era o prédio com suas laterais edificadas.

Em 1931 o prédio sofreu uma grande reforma feita pelo arquiteto prático José Barros Mala "Mainha", sendo totalmente alterada sua fachada, como pode ser visto na comparação entre as duas fotos.

Em 1973, quando era arcebispo dom José Delgado, o prédio foi vendido à Prefeitura Municipal de Fortaleza e lá passou a funcionar o Paço Municipal, que depois, na gestão do prefeito Antônio Cambraia passou a funcionar no Itaperi, voltando novamente para este palácio que já fez várias reformas, mas em nada alterou a fachada do prédio em suas formas originais a partir da reforma feita pelo Mainha.

Além das mudanças de época, como a pavimentação, iluminação, arborização, etc., existem as mudanças já citadas, na fachada, sofridas com a reforma de 1931. (Ver texto nº 97).