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Sexta-Feira, 24 de Novembro de 2017

retorna Francisco Paurilo BARROSO
Fonte:1001 Cearenses Notáveis - F. Silva Nobre
Data de nascimento:29/Maio/1894
 

Francisco Paurilo BARROSO - Nasceu em Fortaleza, 29 de maio de 1894 e ainda menino aprendeu com a mãe a dedilhar as notas do piano, realizando e aprimorando os seus estudos da espécie com a Professora Elvira Pinho.
Tocava muito bem, mas, a ser um concertista, preferiu viver à sombra dos grandes mestres e virtuoses, pois quando ninguém ainda valorizava a Arte no Ceará teve coragem bastante para contratar e apresentar no Teatro José de Alencar os maiores nomes do canto, piano, violino e outros instrumentos musicais já consagrados internacionalmente. Pouca gente terá tido maior e mais pura paixão pela Música verdadeira. Funcionário dós Correios e Telégrafos, cumpriu devidamente as suas obrigações, tendo servido algum tempo no Rio de Janeiro, onde aproximou-se de Ernesto Nazareth, que lhe dedicou boa amizade.
Excelente compositor, relacionando-se, dentre suas obras mais conhecidas: Flor de Liz, com que estreou em 1919; Zingaresca; Camponês Apaixonado; Amorzito; Flor do Desejo; Gavota para Piano e Dorme, Dorme Filhinho, que compôs para o filho Afonso André.
Comemorou a tradução para o polonês do seu Acalanto para Ninar. Alcançou o seu momento máximo com a opereta A Valsa Proibida, que tem conseguido sempre real sucesso, graças à leveza do enredo. Vieram depois Chanson Pour Ton Sommeil; Três Haicais; Historietas e Seis Canções Infantis. Não deve ser esquecido o bailado O Camponês Apaixonado, que serviu à estréia da bonita Gasparina Germano, que fez o papel da protagonista, a princesa Tanara, na primeira versão de A Valsa Proibida. Outro bailado de Paurilo foi o interessante Milagre das Lanternas.
Antes de assumir a direção do Teatro José de Alencar, cuja restauração promoveu, Paurilo voltou a morar alguns anos no Rio de Janeiro e dirigiu o antigo Cassino Atlântico, ainda nos tempos áureos dessa grande casa de shows, tendo apresentado espetáculos de alta categoria como Era uma vez um Califa; Balanceio; Alucinação de um Ébrio; As Grandes Amorosas e Fantasia Chinesa.
Foi distinguido com a Medalha de Mérito Cultural da Universidade Federal do Ceará e recebeu o titulo de Professor Honoris-Causa do Conservatório de Música Alberto Nepomuceno.
Morreu em 1968, quando o panorama artístico do Ceará havia evoluído consideravelmente, na maior parte devido à sua intervenção sempre oportuna e efetiva.

 

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