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   - Uma viagem na história, na cultura, na arte e nos corações dos cearenses
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Os Fundadores da Academia Cearense de Letras

Justiniano de Serpa

Por Manoel Amora

Justiniano de Serpa

 

JUSTINIANO DE SERPA (Justiniano José de Serpa).

Nasceu em Aquirás, a 6 de janeiro de 1852. Filho de Manuel da Costa Marçal. De origem humilde, ascendeu às mais elevadas posições, por esforço próprio. Bacharelou-se em Direito pela Faculdade de Recife, em 1888. Exerceu, antes de formado, diversos cargos públicos, como secretário e advogado da Câmara de Aquirás e lente de História Universal e do Brasil do Liceu do Ceará, além de haver desempenhado, mais de uma vez, o mandato de Deputado Provincial. Redatoriou em Fortaleza os jornais ‘Constituição’, órgão do Partido Conservador, ‘A Pátria’, ‘O Norte’ e ‘Diário do Ceará’ e colaborou em ‘Iracema’, órgão do Centro Literário.

Foi um dos mais fervorosos adeptos do movimento abolicionista, cujos ideais defendeu pela imprensa e pela tribuna.

Em Manaus, para onde se transferiu depois, redatoriou a ‘Federação’ e ‘Rio Negro’, foi superintendente do governo do município, Delegado da Intendência, Procurador da República, Diretor da Biblioteca Pública do Estado e professor e Inspetor Federal junto ao Ginásio Amazonense. Deixando o Amazonas, indo residir no Pará, em Belém ocupou as funções de professor e Vice-Diretor da Faculdade de Direito e montou banca de advogado, que foi das mais conceituadas. Eleito Deputado Federal em 1906, integrando a representação paraense, viu o seu mandato renovado em várias legislaturas.

Na Câmara dos Deputados foi escolhido presidente da Comissão de Finanças e teve fulgurante atuação na discussão do projeto do Código Civil. Em 1920, depois de disputada eleição em que saiu vitorioso, assumiu o governo do Ceará, na qualidade de Presidente do Estado, havendo sido brilhante a sua gestão, infelizmente interrompida com a morte. Fundador e esforçado membro da Academia Cearense e seu primeiro orador oficial, promoveu-lhe em 1922 a reconstituição, quando abrigou o tradicional cenáculo no Palácio da Luz. Jornalista, poeta, orador primoroso e arrebatador, parlamentar, jurista e homem público dos maiores da história republicana, Justiniano de Serpa é um dos cearenses mais ilustres.

Faleceu no Rio de Janeiro, a 1o de agosto de 1923. Obras principais: ‘O Poeta e a Virgem’; ‘Oscilações’ (poesias); ‘Três Liras’ (poesias, com Antônio Bezerra e Antônio Martins) ; ‘Sombras e Clarões’ (versos); ‘Discurso’ (proferido a 14-8-1887 em favor do monumento ao General Tibúrcio); ‘Sob os ciprestes’; ‘Discurso’ (pronunciado na sessão fúnebre da Academia em homenagem a José Carlos Júnior); ‘A Educação Brasileira - seus efeitos sobre o nosso meio literário’ (tese de concurso à cadeira de Literatura Nacional no Ginásio Amazonense); ‘Discurso’ (na sessão magna comemorativa do 1.° aniversário 4a Academia Cearense); ‘Reforma da Legislação Cambial’ (discurso no Congresso Nacional); ‘Questões de Direito e de Legislação’.

 

Por José Murilo Martins
in POETAS DA ACADEMIA CEARENSE DE LETRAS
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JUSTINIANO DE SERPA

Justiniano José de Serpa nasceu em 6 de janeiro de 1856 na cidade de Aquirás, Ceará, e faleceu no Rio de Janeiro no dia 1º de agosto de 1923, aos 67 anos de idade.

Bacharel pela Faculdade de Direito do Recife, em 1888, brilhou no campo político em decorrência do grande dom de oratória que possuía.

Foi deputado provincial no Ceará (1882/1889), deputado federal pelo Pará (1906/1919) e presidente do Ceará de 1920 até a morte. No período em que residiu no Amazonas, trabalhou na imprensa, na biblioteca do estado (diretor) e dedicou-se ao magistério como professor do Liceu e do Ginásio Amazonense.

Em Belém, exerceu a advocacia e a vice-diretoria da Faculdade de Direito do Pará. Jornalista e poeta, colaborou em vários jornais do Ceará e do Amazonas. Publicou os seguintes livros: poesias - Oscilações, 1883; Três liras, 1883, em parceria com Antônio Bezerra e Antônio Martins – os chamados Poetas da Abolição - cabendo-lhe a parte Cintilações; Sombras e clarões, 1885; discursos e ensaios de Direito e Educação - A Educação Brasileira – Seus efeitos sobre o nosso meio literário (tese), 1896; Reforma da Legislação Cambial, 1907; e Questões de Direito e Legislação, 1920.

Fundador da Academia Cearense, fez parte da diretoria no cargo de orador, no período de 1894 a 1900. Teve muita participação nas sessões da fase inicial do sodalício discutindo temas jurídicos.

Após longa ausência, voltou ao Ceará em 1920, quando foi eleito presidente do estado. Naquela época, a academia estava quase desaparecida.

Com a ajuda de Leonardo Mota, articulou, em 1922, a reorganização do quadro acadêmico, ocasião em que o nome da sociedade foi mudado para Academia Cearense de Letras.

 
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