TEATRO JOSÉ DE ALENCAR
No
final do século passado o quarteirão da Rua Liberato Barroso entre
a Rua General Sampaio e a Rua 24 de Maio no lado sul da antiga Praça
Marquês do Herval (atual Praça José de Alencar) era ocupado
por apenas duas instituições, o Batalhão de Segurança
(Polícia Militar) e a Escola Normal Pedro II. Em 1908 parte do prédio
do Batalhão de Segurança foi cedido pelo Governo Estadual para
a construção do Teatro José de Alencar.
A
construção foi confiada ao Capitão Engenheiro Bernardo
José de Mello, iniciando-se no dia 6 de junho de 1908. A inauguração
oficial do Teatro José de Alencar, foi no dia 17 de junho de 1910, com
a execução de hinos pela Banda Sinfônica do Batalhão
de Segurança, sob a regência dos maestros Luigi Maria Smido e Henrique
Jorge Ferreira Lopes, logo após discurso proferido por Júlio César
da Fonseca, que recebeu o presidente, comendador Antônio Pinto Nogueira
Acioly. A parte metálica, no estilo art-nouveau, foi importada da Inglaterra,
fabricada por Walter Max Farlene & Co., de Glasgow. As pinturas internas
foram feitas por J. Paula Barros e R.
Ramos.
A foto mais antiga data de 1931 e mostra o teatro bem conservado e com as características da época em seu redor, como as famosas "melindrosas" os automóveis conversíveis da época, o combustor a gás carbônico, enfim, uma atmosfera aconchegante.
A foto nova nos traz o mesmo teatro, após longa reforma feita pelo Governo Estadual através da Secretaria de Cultura e Desporto. As janelas que tinham sido alteradas em outras reformas voltaram à condição original. Na foto antiga os vizinhos do teatro eram a Escola Aprendizes Artífices, no antigo prédio do Batalhão de Segurança de um lado e, do outro, a Grupo Norte da Cidade, no prédio já reformado da antiga Escola Normal Pedro II. Na foto atual, o vizinho da direita já não existe, pois o jardim pertence ao próprio teatro e o vizinho da esquerda já é o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN. (ver texto 94).