PRAÇA DO FERREIRA - ABRIGO CENTRAL
Existia
na Praça do Ferreira um quarteirão entre as ruas Floriano Peixoto,
Guilherme Rocha, Major Facundo e Travessa Pará, com várias casas
comerciais
entre elas as mais famosas como a "Casa Mundlos", a "Crysanthemo",
a "Livraria Edésio", o "Café Emygdio", o "Auto-Volante",
além do antigo sobrado que abrigava a Intendência Municipal. Em
26 de agosto de 1941 após ocorrer um incêndio em algumas casas
comerciais do quarteirão, o mesmo foi demolido, sob a alegativa de que
seria ali construída a sede da Prefeitura Municipal de Fortaleza - PMF
que nunca foi construída. Foi então feita uma praça provisória,
separada da Praça do Ferreira apenas pela Rua Guilherme Rocha.
Em
1949, na administração do prefeito Acrísio Moreira da Rocha,
foi aberta uma licitação para construção ali de
um abrigo para pessoas que esperavam ônibus, sendo vencida pelo comerciante
Edson Queiroz.Foram iniciadas as obras da construção do Abrigo
Central, que vemos na foto antiga, que data do final daquele ano.
Ele
ainda não estava pronto, sua inauguração deu-se no dia
15 de novembro do mesmo ano. Tinha o nome oficial de Abrigo três de Setembro.
No Abrigo Central existiam as paradas de ônibus, as reuniões profissionais, discussão de classes, comentários em torno de esportes, política, música, enfim, todos os assuntos. Nos boxes funcionavam cafés como o "Café Hawaí", "Café Presidente" e o "Café Wal-Can", casas de merendas como a do famoso "Pedão" da bananada, um Box com a "Livraria Alaor", vendas de selos de consumo, armarinhos, casas de vender discos como a "Discolândia", além dos boxes portáteis como a banca do Bondinho, do Holien, do Raimundo - este vendia diversas coisas, entre elas discos de segunda mão e onde parte do acervo discográfico do Arquivo Nirez e do pesquisador Christiano Câmara foi adquirido (ver texto 37 e 76).
Em
1967, na administração José Walter Cavalcante, sob a alegativa
de que estava para ruir, foi demolido o Abrigo Central, que para afrouxar suas
fundações necessitou até de dinamite. Depois foi feito
o prosseguimento da Praça do Ferreira que foi construída pelo
prefeito José Walter e que agora, felizmente, foi demolida. A Segunda
foto mostra ainda a praça odiosa do prefeito José Walter, que
não foi aceita por ninguém.
A terceira foto, atual, mostra as bancas de jornal e revistas hoje existentes no mesmo local, tendo ao fundo uma casa de bingos no local onde foi a Lobrás no Edifício Jereissati (hotel Savanah) e onde foi inaugurada a primeira escada rolante de Fortaleza.
As
fotos mostram três momentos: O abrigo pronto para uso na primeira foto;
depois de demolido, a praça feita por José Walter na segunda foto;
e na foto atual a praça construída por Juraci Magalhães.
PRAÇA DO FERREIRA - ABRIGO CENTRAL II
O
Abrigo Central foi construído na administração do prefeito
Acrísio Moreira Rocha que abriu concorrência ganha por Edson Queiroz
que o construiu com direito a exploração por dez anos. Seu nome
oficial era Abrigo Três de Setembro. Foi inaugurado no dia 15 de novembro
de 1949.
A foto antiga data de meados da década de 1950 e mostra o movimento daquele logradouro que deixou saudades. Ali havia o encontro de classes, tendo lugar determinado para todos, como o local de reunião dos músicos, dos alfaiates, dos melômanos, dos aficionados de futebol, etc. existiam ali os cafés "Presidente", "Hawaí", "Wal-can", o "Pedão" da bananada, a "Livraria Alaor", um box de venda de selos de consumo, a "Discolândia", além dos engraxates, bancas de jornal e revistas como as do Bodinho e do Holien, a banca de venda de discos de Segunda mão do Raimundo, onde adquirimos muitos discos de cera.
Por
trás do Abrigo vemos o Edifício Sul América e o Edifício
Jereissati (Savanah) ainda em construção, mas com o andar térreo
já pronto, abrigando a Loja Brasileira de Preços Limitados - Lobrás,
loja que trouxe uma novidade para a cidade, a primeira escada rolante.
Em 1966, sob a falsa alegativa de que o Abrigo estava caindo, começou a ser demolido, mas para isto se fez necessário o uso de dinamite. Após sua demolição - a Coluna da Hora já havia sido demolida - foi iniciada a construção da então nova Praça do Ferreira, que agora seria maior, pois até então no comprimento ia da Rua Pedro Borges até a Guilherme Rocha e agora iria até a Rua Pará. A nova praça trouxe no local do abrigo, imenso caixote de concreto muito se graça e sem função, como pode ser visto na segunda foto.
A
foto atual traz a praça como está naquele trecho onde ficam localizadas
bancas de jornal, revistas, postais, etc. Há telefones públicos,
alguns bancos entre os quiosques, algumas árvores, sobre um piso quadriculado.
A iluminação é moderna e graciosa. Por trás, os
mesmos edifícios, porém abrigando outras casas de comércio,
ficando no local onde funcionou a Lobrás, o "Savanah Bingo".