PRAÇA DA BANDEIRA / CLOVIS BEVILÁQUA
A
praça Clóvis Beviláqua já foi, em meados do século
XIX, a Praça do Encanamento, quando se estendeu, desde o Benfica, o abastecimento
d'água para a cidade, com a localização, ali, de chafarizes.
Depois a Praça chamou-se Visconde de Pelotas, em virtude de decreto da
Câmara dos Vereadores, numa homenagem ao herói da guerra do Paraguai,
marechal José Antônio Correia da Câmara. Em 1930, na administração
de Álvaro Weyne, a praça foi urbanizada no atual trecho e recebeu
o nome de Praça da Bandeira, mas oficialmente só foi mudado em
1937, por decreto do então prefeito Raimundo de Alencar Araripe. Em 1959,
na gestão do prefeito Cordeiro Neto, seu nome foi novamente mudado, passando
a chamar-se Clóvis Beviláqua. O nome de Praça da Bandeira
passou para a Praça do Colégio Militar.
Na foto antiga ainda não existia o prédio da Faculdade de Direito, que na época funcionava no andar térreo da Assembléia Legislativa, atual Palácio Senador Alencar, ocupado pelo Museu do Ceará. O prédio na praça só se inaugurou no dia 12 de março de 1938. A Assistência Municipal também ainda não existia e foi Inaugurada em 1939, tendo como diretor o Dr. José Ribeiro da Frota, que emprestou seu nome à atual casa de saúde de urgência, Instituto José Frota.
A
terceira caixa d'água, a totalmente de concreto armado, foi construída
na década de 60 e o coreto que vemos à distancia foi demolido.
Já com o nome de Clóvis Beviláqua, aquela praça
era muito bem arborizada, sendo depois, cortadas todas as árvores para
construção de um reservatório d'água que ficou muitos
anos ao abandono, só vindo a funcionar no final do século passado.
Fruto da administração José Walter Cavalcante.
Em
1943 foi construído, com projeto do desenhista Rubens Diniz, um obelisco
em homenagem aos Aliados da 2ª Guerra Mundial, o "Obelisco da Vitória".
A iniciativa foi de estudantes da Faculdade de Direito, que promoveram um concurso
no qual foi vencedor o desenhista acima citado. A colocação da
estátua de Clóvis Beviláqua já é bem mais
recente.
Pela foto moderna têm-se uma idéia das diferenças de época,
como as caixas d'água que não mais vemos, a presença do
prédio da Faculdade de Direito, a estátua de Clóvis Beviláqua,
a caixa d'água subterrânea que impede o nascimento de árvores
de grande porte e até pequenos jardins, bem como parte do espaço
tomado pela estação da Cagece.
Como
é comum em Fortaleza, os espaços públicos aos poucos vão
sendo ocupados ou pelo poder público ou por particulares e o povo é
quem perde por não ter a quem apelar. Esta praça, quando tinha
o nome de Visconde de Pelotas, ia da Rua General Sampaio até a Senador
Pompeu em sua largura e no comprimento ia da Rua Clarindo de Queiroz até
a Rua Antônio Pompeu, atravessando a Rua Meton de Alencar. Primeiramente
foram construídas as caixas d'água que ocuparam um espaço
considerável do lado da Rua Antônio Pompeu. Depois veio a Faculdade
de Direito que ocupou o restante da parte que ia até a Rua Meton de Alencar.
Aos poucos a Faculdade foi tomando as laterais e o espaço entre ela e
as caixas d'água. Depois a praça foi destruída, na administração
Walter Sá Cavalcante, sendo nela feita uma caixa d'água subterrânea
que a deixou sem arborização e sem função por mais
de uma década.