CAFÉ DO COMÉRCIO - PRAÇA DO FERREIRA
O
Café do Comércio, do qual falamos no primeiro capítulo,
é o que vemos aqui. Ficava na esquina noroeste da Praça do Ferreira.
Foi erguido pelo negociante Pedro Ribeiro Filho, que obteve licença da
Câmara Municipal em 10 de junho de 1891 para construção
de dois cafés, este e o Elegante. Dos quatro existentes na praça,
este era o maior e juntamente com o Elegante, tinha a parte superior. Pertenceu
a José Brasil de Matos, a Lopes & Filhos, Virgílio Bezerra
e Barbosa & Moreira. Esta última firma tinha como sócios Francisco
de Oliveira Barbosa e José Moreira da Rocha.
Entre
o Café do Comércio e o Café Java, ficava o quiosque do
ponto de partida dosbondes de tração animal até 1913, quando
passaram a funcionar os elétricos. Podem ser vistos os bondes já
pertencentes à "Ceará Tramway, Light and Power Co.",
pois a foto data de 1912 e é da publicação "Impressões
do Brasil no Século XX", feita em Londres. Antes os bondes puxados
por burros pertenciam à Companhia Ferro Carril do Ceará,
que
foi adquirida pela companhia Inglesa. Vemos também na foto o Café
do Comércio bastante concorrido, combustores de iluminação
a gás, os vários trilhos dos bondes e as esquinas que ficavam
em frente ao café localizado no cruzamento das ruas Major Facundo com
Guilherme Rocha, na época ocupadas pelo Café Riche e pela Maison
Art-Nouveau.
A
foto nova mostra, do mesmo ângulo o que hoje ocupa os mesmos lugares,
como o Excelsior Hotel do lado esquerdo, com uma loja de presentes e o edifício
Granito, do lado direito, com a Tok-discos. A terceira esquina desapareceu para
dar prosseguimento à praça. (Veja também os textos e fotos
nos 01, 55 e 92).