DE BEM-BEM AO BANCO DO BRASIL

A antiga praça Carolina abrangia o que hoje é o largo da Assembléia, Palácio do Comércio, praça Valdernar Falcão, Banco do Brasil e Correios e Telégrafos.

Em 1897 foi colocado no centro da praça um mercado de ferro composto de dois blocos, para venda de carne verde.

A parte que ficou do lado do mar, em frente aonde hoje é a sede da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos - EBCT, passou a chamar-se praça José de Alencar e nela, existiam alguns quiosques, uma caixa d'água, e um chafariz. Entre os quiosques ficava o "Engenho Central Bembem", do Bembem, cidadão que ali vendia garapa feita na hora e garapa do dia anterior, que era conhecida como "garapa doida", que embebedava.

Durante muitos anos ele juntou dinheiro e foi à França, voltando maravilhado com o que vira em Paris: "crianças de poucos anos de idade já falando francês". Depois da viagem ele mandou imprimir cartões onde se lia: "Bien-Bien - garapière".

Causam confusão os anúncios da época da primeira foto, bem como a fotografia aqui usada, que traz no alto "Praça José de Alencar", fazendo com que hoje as pessoas pensem tratar-se da atual José de Alencar, na época denominada Marquês do Herval.

Depois o mercado de ferro foi desmontado, indo uma parte para a Aldeota (hoje é o mercado dos Pinhões) e outra para a Praça São Sebastião (ver textos 71 e 72), depois transferido para a Aerolândia. Juntamente com os restos do mercado, se foram os quiosques e o chafariz - este foi para praça no Mondubim - além da caixa d'água. O nome de José de Alencar, esta praça já o tinha perdido na época do desmonte, para a que atualmente traz esse nome, em 1938 (ver textos 85 e 99).

Hoje o local está praticamente morto. É o trecho que fica entre o Banco do Brasil e os Correios. No domingo é deserto e nos outros dias serve de estacionamento de carros. Tem o nome de Largo do Correio.