Por José Murilo Martins in POETAS DA ACADEMIA CEARENSE DE LETRAS .
MEMBROS DA ACADEMIA CEARENSE DE LETRAS.
DADOS GERAIS
Cento e setenta e oito acadêmicos ingressaram na Academia Cearense de Letras, da fundação ao corrente ano. Este número é inferior ao da Academia Brasileira de Letras e superior ao do Instituto do Ceará, Histórico, Geográfico e Antropológico que, num período aproximado de tempo, tiveram respectivamente 240 e 135 membros.
RELAÇÃO DOS ACADÊMICOS POR ORDEM ALFABÉTICA COM ANO DE INGRESSO NA INSTITUIÇÃO E CADEIRA(S) OCUPADA(S)
1 – Abelardo F. Montenegro – ingresso em 1951, cad. 10.
2 – Adauto Fernandes – ingresso em 1930, cad. 30.
3 – Aderbal Sales – ingresso em 1974, cad. 8.
4 – Adolfo Luna Freire – ingresso em 1894, fundador.
5 – Adonias Lima – ingresso em 1ª. vez: 1922, cad. 37 e 2ª.vez: 1951, cad. 27.
6 – Alba Valdez – ingresso em 1ª. vez: 1922, cad. 8 e 2ª. vez: 1937, cad. 22.
7 – Alberto Oliveira – ingresso em 1994, cad. 35.
8 – Alcântara Bilhar – ingresso em 1894, fundador.
9 – Alencar Araripe, J. C. – ingresso em 1967, cad. 12.
10 – Alencar Matos – ingresso em 1951, cad. 9.
11 – Alf. Castro – ingresso em 1922, cad. 5.
12 – Álvaro de Alencar – ingresso em 1894, fundador e 1922, cad. 17.
13 – Álvaro Mendes – ingresso em 1894, fundador.
14 – Amora Maciel – ingresso em 1930, cad. 2.
15 – Andrade Furtado – ingresso em 1922, cad. 18 e 1951, cad. 26.
16 – Angela Gutiérrez – ingresso em 1997, cad. 18
17 – Antonino Fontenele – ingresso em 1894, fundador e 1922, cad. 7.
18 – Antônio Augusto – ingresso em 1894, fundador e 1922, cad. 4.
19 – Antônio Bezerra – ingresso em 1894, fundador.
20 – Antônio Drumond – ingresso em 1922, cad. 20.
21 – Antônio Furtado – ingresso em 1930, cad. 5.
22 – Antônio Girão Barroso – ingresso em 1964, cad.18.
23 – Antônio Sales – ingresso em 1922, cad. 33 e 1930, cad. 20.
24 – Antônio Teodorico – ingresso em 1894, fundadoor; 1922,cad. 28; 1930,cad.16.
25 – Antônio Tomás, padre – ingresso em 1922, cad. 40.
26 – Argos Vasconcelos – ingresso em 1990, cad. 35.
27 – Artur Eduardo Benevides – ingresso em 1957, cad. 40.
28 – Barros Pinho – ingresso em 1986, cad. 14.
29 – Batista de Lima – ingresso em 1998, cad. 2.
30 – Beatriz Alcântara – ingresso em 1994, cad. 16.
31 – Benedito Sidou – ingresso em 1894, fundador.
32 – Beni Carvalho – ingresso em 1922, cad. 30 e 1930, cad. 39.
33 – Braga Montenegro – ingresso em 1951, cad. 15.
34 – Cândida Galeno – ingresso em 1960, cad. 35.
35 – Carlos Augusto Viana – ingresso em 2003, cad. 3.
36 – Carlos Câmara – ingresso em 1922, cad. 9.
37 – Carlos d´Alge – ingresso em 1980, cad. 36.
38 - Carlos de Oliveira Ramos – ingresso em ?, cad. 40.
39 – Carlos Studart Filho – ingresso em 1930, cad. 29.
40 – Carlyle Martins – ingresso em 1951, cad. 25.
41 – Carvalho Júnior – ingresso em 1930, cad. 11.
42 - César Asfor Rocha – ingresso em 2008, cad. 22.
43 – César Barros Leal – ingresso em 1993, cad. 27.
44 – Cid Carvalho – ingresso em 1980, cad. 20.
45 – Cláudio Martins – ingresso em 1969, cad. 31.
46 – Clodoaldo Pinto – ingresso em 1930, cad. 21 e 1951, cad. 20.
47 – Costa Matos – ingresso em 1992, cad. 29.
48 – Cruz Filho – ingresso em 1922, cad. 27; 1930, cad. 7 e 1951, cad. 39.
49 – Cursino Belém – ingresso em 1ª vez: 1922, cad. 12 e 2ª vez, 1957, cad. 31.
50 – Demócrito Rocha – ingresso em 1930, cad. 25.
51 – Denizard Macedo – ingresso em 1974, cad. 34.
52 – Dimas Macedo – ingresso em 1989, cad. 11.
53 – Dolor Barreira – ingresso em 1930, cad. 34.
54 – Drumond da Costa – ingresso em 1894, fundador.
55 – Durval Aires – ingresso em 1972, cad. 27.
56 – Eduardo Campos – ingresso em 1952, cad. 22.
57 – Eduardo Diathay Bezerra de Menezes – ingresso em 1997, cad. 5.
58 – Eduardo Salgado – ingresso em 1894, fundador.
59 – Eduardo Studart – ingresso em 1894, fundador.
60 – Elias Mallmann – ingresso em 1930, cad. 23.
61 – Emídio Barbosa – ingresso em 1930, cad. 40.
62 - Epifânio Leite – cad. 27 (não tomou posse).
63 – Ermínio de Araújo – ingresso em 1930, cad. 1.
64 - F. Alves de Andrade – ingresso em 1970, cad. 6.
65 – F. Alves Lima – ingresso em 1894, fundador.
66 - F. S. Nascimento – ingresso em 1973, cad. 38.
67 - Farias Brito – ingresso em 1894, fundador.
68 – Fernandes Távora – ingresso em 1922, cad. 31; 1930, cad. 9 e 1951, cad. 8.
69 - Ferreira dos Santos – ingresso em 1922, cad. 24.
70 – Figueiredo Filho – ingresso em 1968, cad. 34.
71 – Filgueiras Lima – ingresso em 1951, cad. 21.
72 – Florival Seraine – ingresso em 1965, cad. 23
73 – Fran Martins – ingresso em 1951, cad. 5.
74 – Francisco Carvalho – ingresso em 1996, cad. 31.
75 – Francisco Prado – ingresso em 1922, cad. 25.
76 – Franco Rabelo – ingresso em 1894, fundador.
77 – Gastão Justa – ingresso em 1951, cad. 24.
78 – Genuino Sales – ingresso em 2006, cad. 9.
79 – Geraldo Fontenele – ingresso em 1991, cad. 18.
80 – Giselda Medeiros – ingresso em 2000, cad. 28.
81 – Guilherme Studart (Barão) – ingresso em 1894, fundador e 1922, cad. 2.
82 – Henrique Théberge – ingresso em 1894, fundador.
83 – Henriqueta Galeno – ingresso em 1951, cad. 23.
84 – Horácio Dídimo - ingresso em 1987, cad. 8.
85 – Hugo Catunda – ingresso em 1951, cad. 36.
86 – Itamar Espindola – ingresso em 1982, cad. 29.
87 – Jáder de Carvalho – ingresso em 1930, cad. 15 e 1951, cad. 14.
88 – João Clímaco Bezerra – ingresso em 1953, cad. 9.
89 – João da Frota, padre – ingresso em 1922, cad. 35.
90 – João Jacques – ingresso em 1967, 28.
91 – Joaquim Alves – ingresso em 1951, cad. 11.
92 – Joaryvar Macedo – ingresso em 1983, cad. 4.
93 – Joel Linhares – ingresso em 1930, cad. 12 e 1951, cad. 16.
94 – Jorge de Souza – ingresso em 1922, cad. 14.
95 – Josaphat Linhares – ingresso em 1930, cad. 32 e 1951, cad. 30.
96 – José de Barcelos – ingresso em 1894, fundador.
97 – José Carlos Júnior – ingresso em 1894, fundador.
98 – José Sombra Filho – ingresso em 1922, cad. 23 e 1930, cad. 28.
99 – José Domingues Fontenele – ingresso em 1894, fundador.
100 – José Lino da Justa – ingresso em 1922, cad. 15.
101 – José Martins Rodrigues – ingresso em 1930, cad. 36.
102 – José Murilo Martins – ingresso em 1991, cad. 4.
103 – José Rebouças Macambira- ingresso em 1980, cad. 39.
104 – José Valdivino – ingresso em 1953, cad. 11.
105 – Juarez Leitão – ingresso em 1996, cad. 19.
106 – Júlio Ibiapina – ingresso em 1922, cad. 16.
107 – Júlio Maciel – ingresso em 1922, cad. 38; 1930, cad. 24 e 1951, cad. 28.
108 – Justiniano de Serpa – ingresso em 1894, fundador e 1922, cad. 1.
109 – Leiria de Andrade – ingresso em 1922, cad. 26 e 1930, cad. 22.
110 – Leite Maranhão – ingresso em 1951, cad. 31.
111 – Leonardo Mota – ingresso em 1ª. vez: 1922, cad. 32 e 2ª. vez: 1937, cad. 28.
112 – Linhares Filho – ingresso em 1980, cad. 30.
113 – Livino de Carvalho – ingresso em 1951, cad. 35.
114 – Luciano Maia – ingresso em 1999, cad. 23.
115 - Lúcio Alcântara – ingresso em 1978, cad. 26.
116 – Luís Sucupira – ingresso em 1930, cad. 3 e 1951, cad. 2.
117 – Manfredo Ramos – ingresso em 2000, cad. 13.
118 – Manoel Albano Amora – ingresso em 1951, cad. 37.
119 – Mário Linhares – ingresso em 1952, cad. 7.
120 – Marly Vasconcelos – ingresso em 1990, cad. 7.
121 – Martins Filho – ingresso em 1951, cad. 3.
122 – Martinz de Aguiar – ingresso em 1930, cad. 19.
123 – Matos Peixoto – ingresso em 1922, cad. 29 e 1930, cad. 10.
124 – Mauro Benevides – ingresso em 1992, cad. 39.
125 – Menezes Pimentel – ingresso em 1951, cad. 38.
126 – Milton Dias – ingresso em 1966, cad. 4.
127 - Misael Gomes, padre – ingresso em 1930, cad. 14 e 1951, cad. 13.
128 – Monte Arrais – ingresso em 1930, cad. 38.
129 – Moreira Campos – ingresso em 1962, cad. 32.
130 - Moreira de Azevedo – ingresso em 1922, cad. 39.
131 – Mozart Firmeza – ingresso em 1930, cad. 37.
132 – Mozart Pinto Damasceno – ingresso em 1930, cad. 31.
133 – Mozart Soriano Aderaldo –ingresso em 1958, cad. 19.
134 – Napoleão Maia Filho – ingresso em 2004, cad. 32.
135 – Natanael Cortez – ingresso em 1931, cad. 13 e 1951, cad. 12.
136 – Natércia Campos – ingresso em 2002, cad. 6.
137 – Nertan Macedo – ingresso em 1966, cad. 7.
138 – Newton Gonçalves – ingresso em 1979, cad. 16.
139 – Noemi Elisa Aderaldo – ingresso em 1988, cad. 33.
140 – Osmundo Pontes – ingresso em 1989, cad. 21.
141 – Otacílio Colares – ingresso em 1966, cad. 33.
142 – Otacílio de Azevedo – ingresso em 1969, cad. 26.
143 – Otávio Lobo – ingresso em 1922, cad. 11; 1930, cad. 26 e 1951, cad. 18.
144 – Papi Júnior – ingresso em 1922, cad. 34 e 1930, cad. 27.
145 – Paulo Bonavides – ingresso em 1970, cad. 17.
146 – Pedro Henrique Saraiva Leão – ingresso em 1986, cad. 25.
147 – Pedro Paulo Montenegro – ingresso em 1970, cad. 24.
148 – Pedro de Queirós – ingresso em 1894, fundador.
149 – Perboyre e Silva – ingresso em 1951, cad. 33.
150 – Plácido Aderaldo Castelo – ingresso em 1975, cad. 39.
151 – Pontes Vieira, J. J. – ingresso em 1930, cad. 4.
152 – Quintino Cunha – ingresso em 1922, cad. 22.
153 – Rachel de Queiroz – ingresso em 1994, cad. 32.
154 – Raimundo Arruda – ingresso em 1894, fundador e 1922, cad. 19.
155 – Raimundo Girão – ingresso em 1951, cad. 4 e 1966, cad. 21.
156 – Raimundo Francisco Ribeiro – ingresso em 1922, cad. 21.
157 – Regine Limaverde – ingresso em 1996, cad. 21.
158 – Renato Braga – ingresso em 1930, cad. 17.
159 – Ribeiro Ramos, João – ingresso em 1985, cad. 13.
160 – Ribeiro Ramos, J. W. – ingresso em 1951, cad. 32.
161 – Rodolfo Teófilo – ingresso em 1922, cad. 36.
162 – Rodrigues de Carvalho – ingresso em 1897, sem cadeira.
163 – Sadoc de Araújo, Francisco – ingresso em 1980, cad. 15.
164 – Sales Campos – ingresso em 1922, cad. 10.
165 – Sânzio de Azevedo – ingresso em 1973, cad. 1.
166 – Sidney Neto – ingresso em 1951, cad. 1.
167 – Soares Bulcão – ingresso em 1922, cad. 13.
168 – Teoberto Landim – ingresso em 1991, cad. 37.
169 – Teodoro Cabral – ingresso em 1930, cad. 35.
170 – Tomás Pompeu – ingresso em 1894, fundador e 1922, cad. 3.
171 – Tomás Pompeu Filho – ingresso em 1930, cad. 33 e 1951, cad. 40.
172 – Tomás Pompeu Sobrinho – ingresso em 1922, cad. 6.
173 – Valdemiro Cavalcante – ingresso em 1894, fundador.
174 – Valdivino Nogueira, padre – ingresso em 1894, fundador.
175 – Valter Pompeu – ingresso em 1930, cad. 8.
176 – Vinícius Barros Leal – ingresso em 1984, cad. 34.
177 – Virgílio de Morais – ingresso em 1894, fundador.
178 – Vírgílio Maia – ingresso em 2004, cad. 6.
Abreviações: ingresso em : ano de ingresso na academia; cad: cadeira(s) ocupada(s).
Estudos estatísticos da A.C.L.
Apresentaremos alguns dados estatísticos da nossa instituição:
Idade
De uma maneira geral, os acadêmicos fundadores entraram com menos idade na academia. O mais jovem, Valdemiro Cavalcante, tinha, na época da fundação, apenas 25 anos e o mais velho, Henrique Théberge, engenheiro militar que servira na Guerra do Paraguai, 57 anos.
Entretanto, o mais novo de todos os acadêmicos a ingressar no sodalício foi Mozart Firmeza o qual contava com 24 anos em 1930.
Quanto à sobrevida, notou-se uma tendência à longevidade entre os membros da Academia Cearense de Letras, sendo que 60% deles faleceram com mais de 70 anos.
Os que morreram com mais idade foram: padre Misael Gomes, com 99 anos, Martins Filho, com 98 anos e Luis Sucupira, com 96 anos.
Naturalidade
De acordo com as normas estatutárias, um candidato a uma vaga de sócio da Academia Cearense de Letras deveria ter residência fixada no Ceará pelo prazo mínimo de dois anos, exceto os membros da Academia Brasileira de Letras nascidos no Ceará.
O estudo da naturalidade de 176 acadêmicos revelou que 145 nasceram no Ceará (82,4%), 29 em outros estados (16,5%) e 2 no estrangeiro (1,1%).
Os sócios nascidos no estrangeiro foram o médico José Sombra Filho (Áustria) e o professor Carlos Neves d´Alge (Portugal), sendo que ambos possuem cidadania brasileira.
Os outros estados brasileiros que mais contribuíram para nosso sodalício foram: Piauí e Pernambuco. Dos nascidos no Ceará, 44 eram de Fortaleza e 101, de outros municípios. Lavras da Mangabeira foi o município interiorano que deu mais representantes à academia.
Sexo
A Academia Cearense de Letras teve somente onze acadêmicas em 115 anos de existência, o que constitui 6,2% do total. No período da fundação, nenhuma escritora foi convidada para participar da nova sociedade mas, atualmente, seu quadro de acadêmicos conta com seis mulheres (15 %).
Comparando com a casa de Machado de Assis verifica-se que naquela instituição entre 240 acadêmicos somente seis (2,5%) são representantes do sexo feminino.
A primeira mulher a fazer parte da Academia Cearense de Letras foi a escritora Alba Valdez, que ingressou na instituição na reorganização de 1922. Possuía intensa atividade literária, tendo escrito vários livros e colaborado com jornais da cidade e de outros estados. Participou do Grêmio Literário e da Liga Feminina Independente, da qual foi presidente.
Na reorganização ocorrida em 1930, não foi convidada para ser membro integrante da academia, fazendo parte do chamado grupo dos “injustiçados”. No entanto, graças a seu valor, em 1937 candidatou-se e foi eleita para ocupar a vaga deixada por Leiria de Andrade. Alba Valdez foi, portanto, uma das primeiras mulheres a entrar numa academia de Letras do Brasil. Rachel de Queiroz, outra cearense, foi a primeira escritora a ingressar na Academia Brasileira de Letras. Ela pertenceu também a nossa instituição, pois em 1994 foi eleita para a vaga deixada pelo contista Moreira Campos, cadeira 32, cujo patrono é Ulisses Pennafort. Tomou posse no dia 15 de agosto de 1994, por ocasião das festividades do primeiro centenário de fundação da Academia Cearense de Letras.
Formação profissional
Um levantamento feito das profissões de 175 acadêmicos mostrou que 86 (49,5%) eram bacharéis em Direito, 26 autodidatas, 20 graduados em Letras e 18 médicos; as demais profissões tinham números menos expressivos.
Vinte e seis acadêmicos iniciaram seus estudos humanísticos em seminários, sendo que seis abraçaram a vida sacerdotal, e os demais dirigiram suas atividades para outras áreas profissionais.
Não foi possível avaliar quantos viveram exclusivamente das atividades literárias.
Desempenho dos membros da Academia Cearense de Letras
É muito difícil traduzir em números a atividade literária e científica dos membros da Academia Cearense de Letras.
Todavia, após a leitura atenta das biografias dos membros do nosso sodalício, com análise de suas produções literárias e científicas, é possível ter uma idéia da extensão e da profundidade de conhecimento daqueles que pertenceram à casa de Tomás Pompeu. Abstraindo os atuais acadêmicos, pode-se citar algumas personalidades cujos trabalhos tiveram repercussão nacional como Antônio Sales, Rachel de Queiroz, Papi Júnior, padre Antônio Tomás, Farias Brito e Leonardo Mota.
Desempenho político
É elevado o número de membros da Academia Cearense de Letras que ocuparam cargos políticos como secretários de governo, vereadores, deputados, senadores e governantes. Entre os dirigentes pode ser citado o acadêmico e deputado federal Mauro Benevides que, como presidente do Congresso Nacional, exerceu interinamente a presidência da República em 1992.
Foram presidentes, governadores e interventores do estado do Ceará, os seguintes acadêmicos: - Franco Marcos Rabelo: presidente do estado de 14/07/1912 a 14/03/1914; - Justiniano de Serpa, presidente do estado de 12/07/1920 a 12/07/1923; - Matos Peixoto, último presidente do estado de 12/07/1928 a 08/10/1930; - Fernandes Távora, interventor federal de 08/10/1930 a 13/06/1931; - Francisco Menezes Pimentel, governador do estado de 26/05/1935 a 10/11/1937 e interventor federal de 26/11/37 a 03/11/1945; - José Martins Rodrigues, interventor interino de 16/04/1938 a 18/07/1938; - Manoel Antônio de Andrade Furtado, interventor federal interino em cinco ocasiões de 1939 a 1945; - Beni Carvalho, interventor federal de 03/11/1945 a 10/01/1946; - Tomás Pompeu Filho, interventor federal interino de 10/01/1946 a 21/01/1946; - Carlos Livino de Carvalho, interventor federal interino de 22/03/1946 a 04/04/1946 e de 22/06/1946 a 01/07/1946; - Luís Sucupira, interventor federal interino de 29/01/1947 a 02/02/1947; - Plácido Aderaldo Castelo, governador por eleição indireta de 1966 a 1971; - Lúcio Gonçalo Alcântara, governador eleito de 01/01/2003 a 01/01/2007.
Foram prefeitos da cidade de Fortaleza os acadêmicos: - Raimundo Girão, de 1932 a 1934; - Plácido Aderaldo Castelo, de 30/10/1945 a 17/11/1945; - José Leite Maranhão, de 31/03/1947 a 15/04/1947; - Alencar Araripe, prefeito interino quando presidente da Câmara Municipal; - Lúcio Alcântara, de 15/03/1979 a 14/05/1982 e - Barros Pinho, de 25/06/1985 a 01/01/1986.
Fizeram ou fazem parte da Academia Cearense de Letras os seguintes senadores: Fernandes Távora, Menezes Pimentel, Mauro Benevides, Cid Carvalho e Lúcio Alcântara. Necessário se faz um estudo mais profundo para poder determinar o número de deputados federais e estaduais, vereadores ou secretários de estado que pertenceram aos quadros de nossa instituição.
PRESIDENTES DE HONRA DA ACADEMIA CEARENSE DE LETRAS
Justiniano de Serpa 1922/1923 Matos Peixoto 1930/? Antônio Sales 1937/1940 Tomás Pompeu Sobrinho 1952/1967 Antônio Martins Filho 1967/2002 Artur Eduardo Benevides 2005/
PRESIDENTES DA ACADEMIA CEARENSE DE LETRAS
Tomás Pompeu 1894/1929 Antônio Sales 1930/1937 Tomás Pompeu Sobrinho 1937/1951 Dolor Barreira 1952/1954 Mário Linhares 1955/1956 Raimundo Girão 1957/1958 Andrade Furtado 1959/1960 Renato Braga 1961/1962 Antônio Martins Filho 1963/1964 Eduardo Campos 1965/1974 Cláudio Martins 1975/1992 Artur Eduardo Benevides 1993/2004 José Murilo Martins 2005/2009 Pedro Henrique S. Leão 2009/
DIRETORIA NO PERÍODO DE 2007/2009
Presidente: José Murilo Martins Vice-presidente: Pedro Henrique Saraiva Leão Secretário Geral: Pedro Paulo Montenegro Secretário Geral Adjunto: Regine Limaverde Diretor de Finanças: Giselda Medeiros Diretor Cultural: Angela Gutiérrez Diretor de Patrimônio: Sânzio de Azevedo Diretor de Publicações: Noemi Elisa Aderaldo Conselho Fiscal: Costa Matos, Dimas Macedo e José Dias de Macedo (representante da comunidade).
DIRETORIA PARA O PERÍODO DE 2009/2011
Presidente: Pedro Henrique Saraiva Leão Vice-presidente: José Maria Barros de Pinho Secretário Geral: Virgílio Maia Secretário Geral Adjunto: Horácio Dídimo Diretor Cultural: Angela Gutiérrez Diretor de Patrimônio: Sânzio de Azevedo Diretor de Publicações: Noemi Elisa Aderaldo Conselho Fiscal: Costa Matos, Dimas Macedo e José Dias de Macedo (representante da comunidade).